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A Associação Cearense dos Estudantes Secundaristas é a entidade de máxima representação dos estudantes do ensino básico no Ceará. Desde o seu congresso de fundação ocorrido em 21 de junho de 2008 está presente nas principais lutas de nosso estado. É no estado a entidade representativa dos estudantes reconhecida pela UBES - União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Estudantes cearenses mobilizados por meia-entrada e meia-passagem

Cerca de mil estudantes cearenses repudiaram a cota de 40% à meia-entrada cultural e defenderam a ampliação da meia-passagem das macrorregiões de Fortaleza em passeata realizada nesta segunda-feira (24/08) que partiu da Praça da Imprensa e seguiu até a Assembléia Legislativa. Audiência pública aprovou envio de moção ao Congresso Nacional contra a cota de 40% à meia-entrada cultural.

A passeata foi apenas o início de uma mobilização que culminou em forte presença estudantil em debate promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa do Ceará para debater a meia-entrada cultural e a meia passagem das macrorregiões do Estado. A iniciativa foi proposta pelos deputados Artur Bruno (PT) e Lula Morais (PCdoB). Participaram da mesa tmabém o deputado federal Chico Lopes (PCdoB/CE), representantes da Secretaria de Cultura do Estado e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), a Comissão Gestora da Meia Passagem Estudantil (Cogempe), a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e da Casa do Estudante do Ceará.

O Complexo das Comissões Aquiles Peres Mota ficou lotado. Centenas de estudantes participaram da audiência pública e protestaram contra o projeto de lei n º 4571/08 que limita a concessão da meia-entrada a 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento.

Artur Bruno explicou que a comissão foi procurada por várias entidades estudantis para debater o tema. O parlamentar petista ressaltou o histórico de lutas que o povo cearense travou em torno do direito à meia passagem e também à meia cultural. Bruno destacou o papel decisivo dos comunistas Inácio Arruda e Chico Lopes (quando ainda eram vereadores de Fortaleza) para garantir o direito dos estudantes. “O direito à meia no cinema, espetáculos e casas de show e no transporte foi fruto de uma grande luta, uma grande mobilização dos estudantes cearenses. Dar acesso a essas outras formas de aprendizado é ampliar os limites das salas de aula. Limitar esse poder dos estudantes é lamentável”, disse ele.

Lula Moraes posicionou-se contra a propositura. “Desde a década de 40, Fortaleza mantém um histórico de conquistas. Essa limitação não ataca só a juventude mas toda a sociedade”, alerta. O parlamentar comunista fez um pedido aos jovens que lotavam as dependências da Assembleia: “É preciso a união de todos para garantir que este direito seja preservado”.

Chico Lopes: "carteira estudantil tem que ser documento de fé pública"

O deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE), relator da matéria na Comissão de Defesa do Direito do Consumidor na Câmara dos Deputados, explicou que a limitação vem com o aspecto de moralizar a emissão de carteiras. Ele pontuou que desde 2001, qualquer entidade e até empresas de outros ramos podem emitir as carteirinhas. De acordo com o projeto, o documento só poderá ser expedido pela UNE, Ubes, pela Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), e pelas outras entidades estudantis, como diretórios centrais de estudantes. O projeto de lei determina ainda que as carteiras estudantis sejam confeccionadas pela Casa da Moeda, em modelo único nacional. “Sendo assim, o controle seria feito pela Polícia Federal”, completa.

Segundo Chico Lopes, há uma grande preocupação em torno desse limite dos 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento. “Quem garante que o limite da cota foi atingido? Vai ficar alguém na porta contando feito carneirinho? Isso é absurdo!”, indigna-se.

Os estudantes também tiveram voz durante a audiência. Para o representante da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Ivo Braga, é inaceitável a proposta de limitar o acesso dos estudantes. Ele fez questão de ressaltar que a proposta de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). “Belo Horizonte é a única capital brasileira que não tem meia passagem”. O estudante foi enfático afirmando que “é preciso unificar forças, garantir a mobilização dos estudantes, chamar o povo para o nosso lado. O país precisa saber que os estudantes estão organizados e não vão aceitar esta imposição”.

Para o vice-presidente da UNE no Ceará, Rudiney Souza, esta foi uma boa oportunidade para "colocar estudantes na rua para combater os projetos que visam restringir direitos". Rudiney defende a centralização da confecção das carteiras estudantis pela UNE e pela Ubes, como forma de combater a fraude e a proliferação de entidades cartoriais, que, segundo ele, enfraquecem o direito à meia-entrada.

Ao final da audiência pública, o deputado Artur Bruno encaminhou que a Comissão redigirá uma moção contrária à cota de 40% que será encaminhada para o plenário e, se aprovada, será enviada à Câmara Federal como posição da Assembléia Legislativa do Ceará.


De Fortaleza, Carolina Campos com as colaborações de Luana Bonone (SP), Coordenadoria de Comunicação da AL e Assessoria de Comunicação do Mandato do dep. Artur Bruno.

Matéria atualizada às 11h31 do dia 25 de agosto de 2009

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Che Guevara: presidente de honra da UBES

Durante as pesquisas do Projeto Memória da entidade "Sempre Jovem e Sexagenária", foram encontrados documentos em que Che aparece como presidente de honra da UBES

Veja aqui os documentos encontrados

Gritos de ordem, manifestações, mortes e repressão. A década de 60 foi caracterizada pela busca desenfreada de ideais. A força em prática de uma ideia. Paixões políticas e ideais de vida ou morte efervesciam na alma dos estudantes no mundo inteiro. As entidades estudantis viviam sob embate contra as repressões.

Em 1967, estudantes de todo o país se reuniram em Belo Horizonte para escolher a nova diretoria da UBES. O Congresso ocorreu na clandestindade, pois, as entidades estudantis não eram reconhecidas pelo governo durante a ditadura militar. No evento, Che Guevara foi eleito presidente de honra da UBES e Tibério Canuto, presidente eleito.

O Congresso, que não acontecia desde 1964, abriu espaço para que outros encontros viessem ainda na ditadura. Nas décadas de 50 e 60, Ernesto Guevara de la Sierna, mais conhecido por Che Guevara foi um dos mais famosos revolucionários comunistas da história.

Che já havia sido homenageado no Brasil, em 1963, pelo presidente João Goulart. Este foi um dos argumentos usados pelos militares para "combater o comunismo", que desencadeou o golpe militar em 64.

Nestes 60 anos de história o único presidente de honra da UBES é o líder revolucionário, isso significa que é um símbolo da entidade. "Che é a representação do que é a UBES, do que pensa a UBES", disse Raisa Marques, coordenadora de projetos de memória da entidade.

A entidade está organizando seu Projeto de Memórias e os documentos e histórias encontradas serão publicadas em um livro que será lançado no final deste ano.

"A história da UBES ainda é muito obscura, tanto é que esse fato só foi descoberto agora, 42 anos depois. É o primeiro passo para registrar os personagens secundaristas que marcaram a história no Brasil. Temos muito o que contar, o livro vai registrar várias histórias como essa", adianta Raisa.

Da Redação
Fonte: http://www.ubes.org.br/

quinta-feira, 21 de maio de 2009

UMESC - Canindé. Reconstruída!


Na noite de ontem(20), aconteceu o congresso de reconstrução da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Canindé – UMESC. E foi por volta das 18h em que o movimento estudantil canideense começou a escrever as novas páginas da política estudantil da cidade, num congresso em que estavam presentes alunos de todas as escolas estaduais.

O debate transcorreu acerca da necessidade da reconstrução da entidade representativa dos estudantes de Canindé, haja vista a trajetória de lutas da entidade no passado recente da cidade. Falou-se também da necessidade de fortalecer a rede do movimento estudantil, de participar das campanhas da ACES pela reserva de vagas nas universidades estaduais e das campanhas da UBES como pelo fim do vestibular e contra a redução da maior idade penal.

Ao final do debate sobre o movimento estudantil iniciou-se a formação das chapas que disputariam a nova diretoria da UMESC. Foram formadas duas chapas, a primeira, JUVENTUDE EM AÇÃO, e a segunda, RECONSTRUINDO A FORÇA ESTUDANTIL. O processo de votação se deu dentro da normalidade e foi feita a apuração dos votos. Com 62,5% dos votos foi eleita a chapa JUVENTUDE EM AÇÃO, encabeçada Gabriel Ribeiro, estudante do Colégio Estadual Paulo Sarasate.

Para Gabriel, presidente eleito, “a primeira ação da UMESC nesse novo período é trabalhar incessantemente no fortalecimento dos grêmios estudantis do município de Canindé”, para ele “em Canindé deve haver um grêmio em cada escola e a UMESC será a principal responsável por isso entre os estudantes canideenses”.

O 1° Secretário da ACES, Adylson Galdino, que estava presente ao congresso, destacou a participação da juventude no importante momento para o município, para ele “a reconstrução da UMESC será um marco positivo no movimento estudantil de Canindé, que com a iniciativa se alinha a várias cidades do estado que vêm reconstruindo suas entidades municipais”.

Já para a diretora de Assuntos Estudantis da ACES, Patrícia Saraiva, “a UMESC será o grande instrumento de lutas dos estudantes de Canindé e a ACES estará ao lado da juventude canindeense para construir lutas importantes como a da reserva de vagas e a do fim do vestibular”.

No encerramento do congresso foi dada a posse da nova diretoria da UMESC pelo Presidente da ACES e diretor da UBES no Ceará, Ivo Braga, que colocou “a ACES a disposição para trabalhar lado a lado com a UMESC no movimento estudantil da cidade e no debate junto aos grêmios estudantis”, pois para ele, “somente com o movimento estudantil organizado a juventude terá força suficiente para construir um novo Canindé, um novo Ceará e quem sabe até um novo Brasil, mais justo e com oportunidades para todos”.

Da Redação